Mazzarolo Anghinoni

VIDA: Sentimentos e Poesia

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POESIA (545) Memórias de nossas colheitas e o Natal(Linguagem Colonial)
Ah, ma varda solo: nelle matinne de colheita
Tinha aquele silêncio bom, silêncio que só a terra capisce.
No meio das parreira carregada, dos campo tudo dourado,
A gente caminhava devagarinho, misturando o passo
Com o cheiro quente do sol batendo forte.

As uva brilhava como promessa piccolina,
Cheinha de açúcar, doce, de tempo,
E cada cacho que a gente tirava
Parecia trazer junto os riso dei nonni,
Que trabalharam bem antes da gente.

E nos grãos… ah, ali tinha outra memória.
Tinha a paciência dos dias lentos,
A espera do giusto vento,
O campo falando baixinho:
“Pra madurar tutto ha il suo tempo.”

Quando vinha o fim da tarde e o serviço acabava,
Sentava todo mundo perto dos cesto transbordando.
As mão cansada, a roupa suja de pó,
E aquele sentimento quieto…
Que colher era também lembrar:
Da terra, da cesta cheia, da família,
Do que fomos e do que ainda somos.

E hoje, quando fecho os olhos,
É esse cheiro que volta na mente:
Cheiro de fruto recém tirado,
De grãos passando entre os dedo…

E agora, neste tempo de Natal,
Ah, parece que tudo ganha mais luz:
As memória cintila como estrela buona,
A casa se enche de riso, de pan e de abraço,
E a gente percebe: piano, piano,
Que o maior presente è sempre questo:
Estar insieme, dividir o que a terra deu,
E celebrar com o coração aberto
A nascita da esperança,
Que renasce ogni anno como a própria colheita.

Buon Natale, com carinho e memória,
Daquilo que a gente cultiva… insieme.
MAZZAROLO ANGHINONI
Enviado por MAZZAROLO ANGHINONI em 02/12/2025
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